Por ser a adolescência uma fase de transformações físicas e psicológicas constantes, entende-se que nesta etapa o indivíduo pode ficar vulnerável a iniciar alguns tipos de comportamentos de risco, que podem levar a vícios.
Quando falamos de vícios, lembramos logo de drogas, do cigarro e do álcool. Mas atualmente outros tipos de comportamentos viciosos também devem ser analisados e conduzidos com cautela. É o caso do uso indiscriminado de computadores (mais especificamente das redes sociais e jogos virtuais), assim como também de videogames.
Sabemos que não falta informação aos nossos adolescentes. Os malefícios que as drogas causam são ensinados pelas famílias e reforçados pelas escolas e pelas campanhas realizadas pela mídia.
Mas o que faz com que os adolescentes se exponham a riscos, se eles detém informações suficientes para permanecerem longe deles? Em que momento os adolescentes se perdem? Por que iniciam comportamentos autodestrutivos e abandonam seus projetos de vida?
Questionamentos como estes são feitos com freqüência pelas famílias de adolescentes envolvidos em algum tipo de vício. Todavia não existem respostas exatas para todas estas perguntas.
Entendemos que alguns fatores podem contribuir para um comportamento de vício, tais como: falta de um sólido projeto de vida, ausência de valores sociais e éticos bem interiorizados, autoestima frágil, falta de limites, entre outros.
Acreditamos que discursos repressores e proibitivos não atingem os objetivos desejáveis e que podem até mesmo, provocar o comportamento contrário (pois “o proibido é mais gostoso”). Não nos parece pertinente negar a inicial sensação de prazer que esses comportamentos ou substâncias podem provocar, pois sabemos que este prazer é o objeto de desejo da grande maioria das pessoas que se envolve em algum tipo de vício.
O adolescente naturalmente, se distancia dos pais (física e emocionalmente), e o grupo passa a exercer uma forte influência sobre suas idéias e comportamentos. Este processo é fundamental para a formação da sua identidade e para o exercício da autonomia.
Entretanto, alguns adolescentes não estão sendo preparados para enfrentarem frustrações. Muitos pais temem frustrar seus filhos por temerem perder seu amor. Este pensamento provoca no jovem a irreal sensação de poder infinito. Acham que tem controle de tudo. Acreditam que conseguirão parar quando quiserem.
Enquanto pais e educadores, necessitamos trabalhar durante a infância, para que nossas crianças cheguem à adolescência fortalecidas, acreditando em si mesmas, com metas bem definidas (ainda que a curto prazo), com valores sólidos e com esperança no futuro. Estas ações podem atuar como uma forma de prevenção ao comportamento do vício
.Posteriormente, precisamos potencializar nossos adolescentes, acompanhando, orientando, guiando e amando-os incondicionalmente.
Jamily
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